Canais de esmeralda gravados no chão,
A fluidez trancada em cada direcção.
No código pálido a água se faz,
Uma arquitectura de ferro e de paz.
Aqui o basalto não quebra o caudal,
És a estrutura de um sonho real.
Água soberana, no mapa traçada!
Matéria de tempo, em cristal selada!
És o fluxo exacto, a luz em acção!
Onde o Dominium encontra a razão!
O Tratado fonético é o nosso dique,
Onde a voz do Gémeo jamais seifique.
Caudal de silêncio na crosta gravado,
Onde o comando é por ti entregado.
A Luz é o líquido que corre nos veios,
Entre o vazio e os traços cheios.
Água soberana, no mapa traçada!
Matéria de tempo, em cristal selada!
És o fluxo exacto, a luz em acção!
Onde o Dominium encontra a razão!
(Arquitectura de água...)
(No rego das mãos...)
(A Luz...)
(Silêncio...)


