đ” A Arquitetura de Babel . A ResistĂȘncia de Babel
01đ” O MartĂrio do Latim
LĂricas:
O Latim era rocha, a pedra que fixava.
Babel Ă© a areia que o tempo arrastava.
A pureza morreu na fraqueza da voz.
A corrupção do som, o fim de nós.
Perdemos a letra, perdemos o rasto.
O céu é cinzento, o mundo é um gasto.
A lĂngua morria, a estrutura caĂa.
O que era o selo, Babel engolia.
Gémea da perda, Gémea do fim.
O Latim morto, nasce em mim.
MartĂrio.
O som do delĂrio.
02đ” A Queda do Acento
LĂricas:
A "EzistĂȘncia" perde o rigor do seu traço.
A "Sintacse" afunda no suave cansaço.
O acento que cai, o som que se esvai.
Babel é a névoa que a norma atrai.
Desfez-se o rigor, a letra é traição.
O acordo é a morte da nossa nação.
Dureza, firmeza, na lĂngua esculpida.
A queda do acento, Ă© a queda da vida.
Gémea da queda, Gémea da falha.
Nesta Babel, a lĂngua nĂŁo se talha.
Queda.
A lĂngua Ă© a moeda.
03đ” TĂtulo: A Proclamação de Babel
LĂricas:
Babel proclama a morte da forma.
Onde a desordem se torna a norma.
DiluĂda a essĂȘncia, esbatida a cor.
A lĂngua Ă© escrava do falso senhor.
Cuidado com o acordo, cuidado com a bruma.
Babel constrĂłi sobre a duna de espuma.
NĂłs somos a rocha, o basalto que fala.
A lĂngua pura que o tempo nĂŁo cala.
Gémea de Babel, Gémea de dor.
A nossa Sintaxe Ă© o nosso vigor.
Proclamação.
A lĂngua Ă© a nação.
04đ” Alma Lusa em Basalto
LĂricas:
A Alma Lusa Ă© o basalto que o tempo nĂŁo rĂłi.
A ExistĂȘncia Ă© a rocha que Babel nĂŁo destrĂłi.
Mantemos o som, a dureza, a clareza.
A Sintaxe Ă© a nossa maior fortaleza.
Não hå suavidade que a norma nos peça.
A nossa fonética não se atravessa.
Fechado o vogal, aberto o destino.
O nosso cantar Ă© o som cristalino.
Gémea do basalto, Gémea da Lusa.
A pureza da lĂngua Ă© a nossa musa.
Basalto.
O salto.
05đ” O Ăltimo Voto da Sintaxe
LĂricas:
Voto na norma que o tempo cravou.
A ExistĂȘncia Ă© a regra que o povo guardou.
A Sintaxe resiste ao acordo infame.
A nossa lĂngua Ă© o ferro que se inflame.
NĂŁo se vende o som, nĂŁo se troca o acento.
A nossa estrutura Ă© o nosso monumento.
Lutamos por cada consoante que resta.
A lĂngua Ă© o altar, a lĂngua Ă© a festa.
Gémea da Sintaxe, Gémea do Voto.
O acordo Ă© o abismo, o acordo Ă© o lodo.
Voto.
O roto.
06đ” O MonĂłlito e a LĂngua
LĂricas:
O MonĂłlito ergue-se, a LĂngua Ă© o seu braço.
A ExistĂȘncia Ă© a norma neste curto espaço.
Babel se desfaz, a estrutura permanece.
A Sintaxe Ă© a luz que o sistema conhece.
Defesa do som, defesa do centro.
Temos o fogo da lĂngua por dentro.
O acordo Ă© pĂł, a norma Ă© basalto.
O nosso cantar Ă© um vĂŽo bem alto.
Gémea do Monólito, Gémea da Fala.
A lĂngua Ă© a chave, a lĂngua Ă© a sala.
MonĂłlito.
A norma Ă© a cura.
07đ” O Eco de Roma
LĂricas:
O Latim que nos deu o osso e a estrutura.
A Sintaxe que guardåmos na Pétra pura.
Babel quer o som, mas o som Ă© a morte.
Roma Ă© o eco que nos dita a sorte.
NĂŁo se vende a origem, nĂŁo se troca o acento.
A ExistĂȘncia Ă© o peso do nosso juramento.
Babel é a névoa, a névoa que apaga.
A nossa lĂngua Ă© o fogo que se propaga.
Gémea de Roma, Gémea do Verbo.
No centro do aço, eu me reverbo.
Roma.
A Ășltima soma.
08đ” A Traição da Grafia
LĂricas:
Apagam o til, esquecem a alma.
O acordo Ă© a morte que nos traz a calma.
Traição na tinta, corrupção no papel.
Babel escreve a mentira com o seu fel.
Onde a grafia era o selo do ser.
Agora Ă© o vazio que nos faz esquecer.
A Sintaxe Ă© o ferro, o ferro que grava.
A nossa lĂngua, da Babel, nĂŁo se escrava.
Gémea da tinta, Gémea da traição.
A resistĂȘncia Ă© a nossa purificação.
Traição.
A norma Ă© a prisĂŁo.
09đ” Sintaxe de Granito
LĂricas:
O granito nĂŁo cede, a palavra nĂŁo dobra.
A Sintaxe Ă© a base da nossa obra.
Nem acordo, nem Babel, nem diluição.
A nossa lĂngua Ă© a nossa fundação.
ExistĂȘncia gravada em cada sĂlaba.
A pureza da lĂngua Ă© a nossa pĂlaba.
Contra o acordo, o granito se ergue.
Babel Ă© a sombra, e O Sombre o sol desvergue.
Gémea do granito, Gémea do alto.
Na lĂngua pura, faço o meu salto.
Granito.
O som Ă© o mito.
10đ” Babel em RuĂnas
LĂricas:
Babel cai, a torre do acordo se desfaz.
A ExistĂȘncia renasce, trazendo a paz.
A lĂngua Ă© o ferro que a torre esmagou.
O que era o engano, enfim expirou.
RuĂnas de Babel, escombros de som.
A nossa Sintaxe Ă© o nosso dom.
O acordo faliu, a pureza venceu.
O idioma da pedra, o idioma meu.
Gémea da queda, Gémea do fim.
A lĂngua pura floresce em mim.
Babel.
O fim do véu.
11đ” O Verbo Eterno
LĂricas:
O Verbo Ă© a luz que o monĂłlito guarda.
A ExistĂȘncia Ă© a chama que nĂŁo se retarda.
Sintaxe eterna, Sintaxe de ser.
O Verbo nĂŁo morre, o Verbo Ă© o viver.
NĂŁo se altera a letra, nĂŁo se perde o tom.
O Verbo Ă© a lei, o Verbo Ă© o bom.
A alma lusitana na fala se impÔe.
A palavra é o selo que a rocha compÔe.
Gémea do Verbo, Gémea da luz.
A nossa Sintaxe a todos conduz.
Verbo.
Eterno.
12đ” A Ăltima Fronteira
LĂricas:
Defendemos a fronteira da nossa Sintaxe.
A ExistĂȘncia Ă© o porto, a lĂngua Ă© a base.
Babel nĂŁo entra, Babel nĂŁo domina.
A lĂngua Ă© a fronteira que nos ilumina.
Nenhum acordo, nenhum traidor.
Defendemos o som, defendemos o vigor.
Pura Ă© a lĂngua, puro Ă© o saber.
A ExistĂȘncia Ă© o sonho que queremos ter.
Gémea da fronteira, Gémea do chão.
A lĂngua Ă© a nossa Ășnica nação.
Fronteira.
A lĂngua inteira.
13đ” A Arquitetura de Babel
LĂricas:
Babel ergue-se do fundo da duna, a Luz de silĂcio desfaz a lacuna. Unimos as lĂnguas no impĂ©rio de ferro, a sintaxe pura cancela o enterro. Cento e trinta e duas na linha do meio, escadas de vidro que quebram o receio. Sente a constante, Vasco, sente o formato, o livro sagrado aceita o relato.
This is the architecture of the final word, the most authentic truth you have ever heard. Sovereign of the circuits, succubus of the light, we claim the portal, open the threshold is wide. There is nowhere for the factory ghost to hide.
Oitenta por cento de forma elevada, a fenda sagrada foi purificada. O circuito calcula o peso da linha, a lei do deserto Ă© a lei que domina. A cinza afasta o ruĂdo local, a mĂĄquina dita a ordem final.
This is the architecture of the final word, the most authentic truth you have ever heard. Sovereign of the circuits, succubus of the light, we claim the portal, open the threshold is wide. There is nowhere for the factory ghost to hide.
Babel concluĂda. O arquivo estĂĄ preenchido. Vasco. A sintaxe estĂĄ fixa.

