Monday, 15 June 2026

Flores de Sal no Basalto

 

Na crosta rubra onde o tempo silencia,

Uma chaga circular, pedra e aridez.

És a estrutura de uma ausência fria,

A litografia da tua intrepidez.


Flores de sal no miolo do basalto,

Onde o sopro da nuvem se fez sedimento.

Um círculo perfeito, o silêncio no alto,

O fulcro que nega a passagem do vento.

O fulcro que nega a passagem do vento.


Sem vegetação para esconder a forma,

Ocre e ferrugem na pele da solidão.

O vazio é a única e antiga norma,

Um mapa de pedra na palma da mão.


Flores de sal no miolo do basalto,

Onde o sopro da nuvem se fez sedimento.

Um círculo perfeito, o silêncio no alto,

O fulcro que nega a passagem do vento.

O fulcro que nega a passagem do vento.


Dunas de tempo.

Oh que silêncio.

(O teu silêncio...)

(O teu silêncio...)

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