Na crosta rubra onde o tempo silencia,
Uma chaga circular, pedra e aridez.
És a estrutura de uma ausência fria,
A litografia da tua intrepidez.
Flores de sal no miolo do basalto,
Onde o sopro da nuvem se fez sedimento.
Um círculo perfeito, o silêncio no alto,
O fulcro que nega a passagem do vento.
O fulcro que nega a passagem do vento.
Sem vegetação para esconder a forma,
Ocre e ferrugem na pele da solidão.
O vazio é a única e antiga norma,
Um mapa de pedra na palma da mão.
Flores de sal no miolo do basalto,
Onde o sopro da nuvem se fez sedimento.
Um círculo perfeito, o silêncio no alto,
O fulcro que nega a passagem do vento.
O fulcro que nega a passagem do vento.
Dunas de tempo.
Oh que silêncio.
(O teu silêncio...)
(O teu silêncio...)

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