🎵 Onde a Luz se senta
Líricas:
Descobri os rios que nunca chegaram ao mar. Cada sulco é a memória de uma sede antiga; a geometria de uma fome que não sabe o que quer. Eis as palmas, abertas para o nada. Abertas para o nada.
Não é o sol de cima que nos vê. Não é a luz que sempre esteve a secar na poeira escura que nos compõe. Somos o leito de pedra que a luz escolheu. O vácuo entre os dedos é a sua respiração. Onde o sal da terra falhou, ela constrói a casa: um templo sem tecto, um corpo sem pele. A luz não é vista... é habitada. E nas palmas, encontra o selo final.
Eis as palmas abertas para o nada! São as linhas onde a luz se senta! Se senta! Não é o sol de cima que nos vê, é a luz que nos compõe! Somos o leito de pedra que a luz escolheu! Luz... na cinza. Luz.

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